Das maiores empresas do Brasil, no auge de sua fortuna.
Sua fortuna pessoal, maior que o orçamento imperial em 1867.
Pelos quais ele não viu cair a monarquia que o arruinou.
O New York Times o chamou de o Rothschild do continente sul-americano. O Brasil o tratou como ameaça, e o quebrou.
Ele nasceu na fronteira do gado em 1813, num Brasil de escravos e açúcar, sem ferrovias, sem telégrafo, sem indústria e sem futuro que alguém enxergasse. Subiu de caixeiro a homem mais rico do Império, e passou cinquenta anos tentando arrastar seu país para o mundo moderno: a primeira ferrovia, as primeiras ruas iluminadas a gás, estaleiros, bancos, o cabo submarino até a Europa.
As instituições que ele serviu usaram tudo o que ele construiu, e mesmo assim não guardaram o homem que construiu. Em 1878 elas o deixaram cair, e a queda não foi acidente. Foi uma escolha, feita pelo país que mais lhe devia.
Esta é a história desse homem, e do que sua ascensão e sua ruína revelam sobre como as nações julgam mal o próprio valor.
O mundo sempre precificou o Brasil pela sua política, quando o valor duradouro estava escrito na sua física: a terra, a água, a energia, os minerais. Mauá é o caso definitivo desse erro.
Uma biografia, uma tragédia e um argumento sobre como o futuro de fato chega.